Gênesis: Onde a Tradição se Torna Sentido
Savassi DePaula Arquitetos

O que acontece quando a arquitetura Neocolonial de 1926 encontra a alma profunda do solo mineiro? Quando a memória deixa de ser passado para se tornar presença?
Na edição 2026 da Modernos Eternos, o escritório SΛVΛSSI DEPΛULΛ ARQUITETOS responde a essa provocação buscando a origem. Nasce Gênesis: um encontro entre tempos, matérias e permanências que transforma a arquitetura em experiência sensorial.
Ocupando cerca de 690m² de uma das esquinas laterais do complexo do edifício, o projeto parte da força histórica da arquitetura Neocolonial, concebida no início do século passado como resgate do Barroco Mineiro e da tradição lusobrasileira, para construir uma nova leitura contemporânea.
Aqui, os azulejos portugueses do frontão, os arcos centenários, as marcas do tempo e a solidez da matéria deixam de ser apenas herança arquitetônica para se tornarem linguagem viva do percurso.
Gênesis não ocupa o patrimônio. Dialoga com ele.
Mais do que projetar um ambiente, o escritório cria um atravessamento entre memória, matéria e tempo. uma narrativa espacial onde o luxo surge de forma tátil, contida e profundamente sensorial.
O percurso se revela em três atos.
I. O Hall _ O Despertar
A experiência inicia-se em uma atmosfera de recolhimento e expectativa. Uma grande cortina preta derrama-se sobre o piso como matéria em suspensão, conduzindo o visitante para uma câmara de descompressão onde a luz surge de forma precisa e dramática. Antigas selas de montaria emergem da penumbra evocando a memória afetiva dos haras mineiros, seus aromas, permanências e histórias transmitidas entre gerações.
No recolhimento da câmara escura que abre o percurso, um nicho histórico de arco pleno transforma-se em um oratório contemporâneo. Sustentado por uma mísula esculpida que herda a sinuosidade do Rococó mineiro, o espaço acolhe a figura de São Francisco.
Mais do que uma referência sacra, a presença do santo evoca a proteção à natureza e estabelece um diálogo poético com as selas de montaria, celebrando a memória afetiva, a vida animal e a alma dos antigos haras de Minas Gerais. É o instante em que o tempo ganha densidade.
II. Água Seca _ O Reflexo do Tempo
Ao atravessar o espaço de transição a céu aberto, o visitante encontra a poesia da ausência. A antiga fonte histórica em desuso, guardada pelo rosto escultural de Poseidon, deus das águas, ressurge como símbolo de permanência e transformação. Onde antes existia fluxo, agora existem reflexos.
Círculos de espelhos capturam fragmentos do céu e devolvem movimento às paredes centenárias da edificação histórica. A luz dissolve os limites da arquitetura. O peso da terra encontra a fluidez do infinito.
Em Água Seca, o tempo não passa. Ele reverbera.
III. Lounge Central _ O Coração
O percurso culmina no epicentro sensorial do projeto. No Lounge Central, a dramaticidade do Barroco Mineiro encontra o design contemporâneo em uma composição marcada pela densidade dos materiais, pelo toque dos tecidos e pela curadoria desenvolvida em parceria com Franccino.
Tudo se funde em uma atmosfera onde memória, permanência e sofisticação coexistem de forma natural.
Não é um espaço pensado apenas para ser visto.
É um convite para permanecer e sentir.
Em Gênesis, a arquitetura se transforma em travessia. Entre reflexos, matérias e memórias, o espaço revela uma experiência onde o tempo deixa de ser medida e passa a ser presença.
Cada detalhe carrega permanência.
Cada textura guarda uma origem.
E cada percurso conduz o visitante para uma nova forma de sentir a arquitetura.
Parceiros:
A. de Arte: Iluminação
AD&D Decorações + Hunter Douglas: Cortina
Falci Elétrica: Instalações elétricas
Franccino: Mobiliário interno e externo
Galeria Murilo Castro: Esculturas
HifiClub: Sonorização
Mharmaros: Bancada em pedra natural
Preall: tampos com resíduo de minério
Sebrae MG: Artesanato
Tom Objeto: Almofadas e mantas
Varejão das Tintas + Suvinil: Tintas
Verde Que Te Quero Verde: Adornos e paisagismoO que acontece quando a arquitetura Neocolonial de 1926 encontra a alma profunda do solo mineiro? Quando a memória deixa de ser passado para se tornar presença?
Na edição 2026 da Modernos Eternos, o escritório SΛVΛSSI DEPΛULΛ ARQUITETOS responde a essa provocação buscando a origem. Nasce Gênesis: um encontro entre tempos, matérias e permanências que transforma a arquitetura em experiência sensorial.
Ocupando cerca de 690m² de uma das esquinas laterais do complexo do edifício, o projeto parte da força histórica da arquitetura Neocolonial, concebida no início do século passado como resgate do Barroco Mineiro e da tradição lusobrasileira, para construir uma nova leitura contemporânea.
Aqui, os azulejos portugueses do frontão, os arcos centenários, as marcas do tempo e a solidez da matéria deixam de ser apenas herança arquitetônica para se tornarem linguagem viva do percurso.
Gênesis não ocupa o patrimônio. Dialoga com ele.
Mais do que projetar um ambiente, o escritório cria um atravessamento entre memória, matéria e tempo. uma narrativa espacial onde o luxo surge de forma tátil, contida e profundamente sensorial.
O percurso se revela em três atos.
I. O Hall _ O Despertar
A experiência inicia-se em uma atmosfera de recolhimento e expectativa. Uma grande cortina preta derrama-se sobre o piso como matéria em suspensão, conduzindo o visitante para uma câmara de descompressão onde a luz surge de forma precisa e dramática. Antigas selas de montaria emergem da penumbra evocando a memória afetiva dos haras mineiros, seus aromas, permanências e histórias transmitidas entre gerações.
No recolhimento da câmara escura que abre o percurso, um nicho histórico de arco pleno transforma-se em um oratório contemporâneo. Sustentado por uma mísula esculpida que herda a sinuosidade do Rococó mineiro, o espaço acolhe a figura de São Francisco.
Mais do que uma referência sacra, a presença do santo evoca a proteção à natureza e estabelece um diálogo poético com as selas de montaria, celebrando a memória afetiva, a vida animal e a alma dos antigos haras de Minas Gerais. É o instante em que o tempo ganha densidade.
II. Água Seca _ O Reflexo do Tempo
Ao atravessar o espaço de transição a céu aberto, o visitante encontra a poesia da ausência. A antiga fonte histórica em desuso, guardada pelo rosto escultural de Poseidon, deus das águas, ressurge como símbolo de permanência e transformação. Onde antes existia fluxo, agora existem reflexos.
Círculos de espelhos capturam fragmentos do céu e devolvem movimento às paredes centenárias da edificação histórica. A luz dissolve os limites da arquitetura. O peso da terra encontra a fluidez do infinito.
Em Água Seca, o tempo não passa. Ele reverbera.
III. Lounge Central _ O Coração
O percurso culmina no epicentro sensorial do projeto. No Lounge Central, a dramaticidade do Barroco Mineiro encontra o design contemporâneo em uma composição marcada pela densidade dos materiais, pelo toque dos tecidos e pela curadoria desenvolvida em parceria com Franccino.
Tudo se funde em uma atmosfera onde memória, permanência e sofisticação coexistem de forma natural.
Não é um espaço pensado apenas para ser visto.
É um convite para permanecer e sentir.
Em Gênesis, a arquitetura se transforma em travessia. Entre reflexos, matérias e memórias, o espaço revela uma experiência onde o tempo deixa de ser medida e passa a ser presença.
Cada detalhe carrega permanência.
Cada textura guarda uma origem.
E cada percurso conduz o visitante para uma nova forma de sentir a arquitetura.
Parceiros:
A. de Arte: Iluminação
AD&D Decorações + Hunter Douglas: Cortina
Falci Elétrica: Instalações elétricas
Franccino: Mobiliário interno e externo
Galeria Murilo Castro: Esculturas
HifiClub: Sonorização
Mharmaros: Bancada em pedra natural
Preall: tampos com resíduo de minério
Sebrae MG: Artesanato
Tom Objeto: Almofadas e mantas
Varejão das Tintas + Suvinil: Tintas
Verde Que Te Quero Verde: Adornos e paisagismo
